segunda-feira, 15 de junho de 2020

Práticas avaliativas numa perspectiva inclusiva: avaliações pertinentes a serem desenvolvidas.

  

Em aspectos avaliativos e inclusivos, vale fazer menção dos tipos de avaliações pertinentes a serem desenvolvidas no âmbito escolar. Visando esse contexto, é importante ressaltar que; esse post será direcionado a um tipo de avaliação que possa beneficiar ao educador a conduzi-la com alunos deficientes, para exemplo: deficientes intelectuais. 

Dado ao exposto, na avaliação inclusiva, se faz necessário considerar a avaliação um ato de amor, que não abre espaço para julgamentos. Avaliar inclui-se a necessidade de promover possibilidades de descobrir formas de desenvolvimentos e de auxilio na dificuldade do aluno, acolhendo-o e direcionando-o adequadamente. 

Levando-se em consideração os tipos de avaliações que podem ser utilizadas no ambiente escolar inclusivo, ressalto o método de avaliação formativa; esse tipo de avaliação ocorre durante todo o processo ensino aprendizagem, ela tem uma visão inclusiva, emancipatória (não a nota). Ela se fundamenta na observação e no registro do desenvolvimento dos alunos, em seus aspectos cognitivos, afetivos e relacionais. 

Por conseguinte, através da avaliação formativa, é importante pensarmos  no processo educacional dos alunos com deficiência intelectual, pois, ela esclarece que a mesma não deve ocorrer como ato nivelador de inteligência e sim como instrumento capaz de acompanhar o desenvolvimento do aluno, respeitando os diferentes tempos de aprendizagem, possibilitando que os mesmos tenham seus aspectos estimulados e desenvolvidos, diminuindo o nível de abstração e focando apenas em conteúdos específicos a serem avaliados.

Referências: 

Baptista, Maria. et al. Avaliação da aprendizagem e inclusão social escolar: um processo de exclusão ou um ato de amor. Acesso em: 15 de junho de 2020.

Rodrigues, Leandro. Avaliação Inclusiva: Como Avaliar um Aluno com Deficiência ou Dificuldades de Aprendizagem. https://institutoitard.com.br/ , 2019. Disponível em: https://institutoitard.com.br/avaliacao-inclusiva-como-avaliar-um-aluno-com-deficiencia-ou-dificuldades-de-aprendizagem/ . Acesso em: 15 de junho de 2020. 

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Como você vê a questão de acessibilidade e inclusão?

A charge apresentada tem um contexto amplo, está em pauta a falta de acessibilidade e consequentemente a falta de inclusão. A acessibilidade é, antes de tudo, o conjunto de condições e possibilidades para que todas as pessoas possam utilizar os espaços, sejam eles públicos ou privados, com autonomia e segurança.

Se tratando de uma sociedade acessível, faz-se necessário pensar na educação inclusiva, que propõe  um paradigma educacional fundamentado na concepção de direitos humanos, que conjuga igualdade e diferença como valores indissociáveis, e que avança em relação à ideia de equidade dentro e fora da escola.

Dessa forma, para que a acessibilidade aconteça, a sociedade deve exercer uma  inclusão plena, pois, o primeiro passo é frequentar o mesmo espaço, com dignidade e igualdade. O conceito de inclusão aponta para a necessidade de repensar, de alterar hábitos, posturas, atitudes, começando pelo plano individual, nos tirando de nossa zona de conforto, abrindo espaço em nosso mundo interno para que mais pessoas caibam nele. A inclusão, portanto é uma prática que se aplica a todo contexto social. Dentro deste cenário, conhecer os tipos de acessibilidade é um diferencial e uma obrigação de todos nós que buscamos uma convivência mais harmoniosa.

Conheça os tipos de acessibilidades: 

Referências: 
Camargo, Eder. Inclusão social, educação inclusiva e educação especial: enlaces e desenlaces. https://www.scielo.br/ , 2017. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/ciedu/v23n1/1516-7313-ciedu-23-01-0001.pdf . Acesso em: 10 de junho de 2020. 

Fernandes, Edicléa; ORRICO, Hélio. Acessibilidade e inclusão social. Rio de Janeiro: Deescubra, 2008. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/rbee/v15n1/12.pdf . Acesso em: 10 de junho de 2020. 


terça-feira, 9 de junho de 2020

Educação inclusiva e as politicas públicas: legislações educacionais em foco.

Na atual conjuntura brasileira são amplos os debates acerca de educação e direitos. Nesse contexto, a política de direitos inclusivos, visando a área educacional, é baseada em documentos de grande relevância, que da ênfase a educação como direito de todos.

Existem inúmeras leis que garantem buscar melhor atender a política de inclusão; faço menção da Lei nº 7.853, de 24 de outubro de 1989. Esta lei dispõe sobre o apoio às pessoas portadoras de deficiência e sua integração social. Define como crime recusar ou extinguir a matrícula de um estudante por causa de sua deficiência, em qualquer curso ou nível de ensino, seja ele público ou privado.

Para ser garantida e praticada, referindo-se na lei citada a cima, a escola não deve apenas assegurar aos alunos a matricula, mas acreditar na capacidade dos mesmos e criar estratégias para que ele se desenvolva em todos os seus aspectos. Ou seja, a escola tem que estar disposta a se aperfeiçoar em favor de todos os alunos, desde a educação infantil até o ensino superior como defende as políticas públicas atuais.

A escola comum se torna inclusiva quando reconhece as diferenças dos alunos diante do processo educativo e busca a participação e o progresso de todos, adotando novas práticas pedagógicas. De modo a garantir que os educandos tenham desde cedo o suporte necessário para superar os obstáculos que surgirão durante o seu processo educacional. E assim poder usufruir de forma igualitária de seus direitos, assistidos pela constituição brasileira.

Referências: Dutra, Claúdia. Direito à educação. http://portal.mec.gov.br, Edição Brasília-DFMEC/SEESP2006. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/direitoaeducacao.pdf . Acesso: 09 de junho de 2020.



quinta-feira, 4 de junho de 2020

Diversidade musical brasileira: inclusão e socialização.

Muitos artistas brasileiros usam o poder de suas músicas para propagar mensagens que promovem a diversidade e ajudam a quebrar paradigmas criados pela sociedade. Na canção “Bate a Poeira”, por exemplo, a rapper Karol Conka rima sobre a importância de respeitar todas as crenças religiosas e ainda fala sobre igualdade social e racial. “Negro, branco, rico, pobre. O sangue é da mesma cor. Somos todos iguais. Sentimos calor, alegria e dor”, diz em uma estrofe.
 
Segundo a Constituição Federal Brasileira: todos são iguais perante a lei. 
“Art.5º: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza […]”. (BRASIL, 1988.). A Constituição Federal de 1988 garante a igualdade jurídica a todos, independente da classe social, sexo, religião ou cultura a que a pessoa esteja inserida.  

Música: Karol Conka - Bate a Poeira. 


Referências: 
Constituição Da República Federativa Do Brasil De 1988. Título II - Dos Direitos e  Garantias Fundamentais, Capítulo I - Dos direitos e deveres individuais e coletivos. Art. 5º. Disponível em: http://siga.arquivonacional.gov.br/ . Acesso em: 04 de junho de 2020.

terça-feira, 2 de junho de 2020

O papel da tecnologia como mecanismo de inclusão.


Ao permear por todos os universos, se faz necessário aprender a usar as ferramentas digitais à disposição e, por isso, é fundamental que não seja excludente. No paradigma da inclusão, se inclui a necessidade da utilização de recursos por meio da tecnologia, pois, ela é um dos meios para oferecer novas formas de aprendizagens e desenvolvimento, contribuindo para o processo de inclusão das pessoas, tanto no campo educacional quanto no social.

Na área profissional a tecnologia forneceu aplicativos que favoreceram a organização e controle das empresas. Na vida pessoal, trouxe comodidade e conectividade, através das redes sociais, e na área da educação, os aplicativos invadiram universidades e escolas levando uma flexibilização maior de ensino. 

Nesse contexto, a tecnologia pode ser um meio de transformação social em vários sentidos, inclusive nos quesitos de acessibilidade e inclusão. Ela abrange inúmeros recursos tecnológicos disponíveis que atendem as diferentes necessidades,  ajudando a promover a autonomia e a comunicação com o mundo ao redor. Se configura como mecanismos de grande utilidade, auxiliando as pessoas na efetivação de enfrentar seus desafios cotidianos e a manter sua independência em atividades rotineiras. 

Para complementar... 

Você já ouviu falar na tecnologia assistiva?  
A tecnologia assistiva é uma modalidade interdisciplinar que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que visa justamente promover a participação de pessoas com deficiências, ou que apresentem incapacidades e mobilidade reduzida, buscando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social. 


Referências:
Giroto, Cláudia. et al. As tecnologias nas práticas pedagógicas inclusivas. marilia.unesp.br, 2012. p.200 a 235. Disponível em: https://www.marilia.unesp.br/Home/Publicacoes/as-tecnologias-nas-praticas_e-book.pdf . Acesso em: 02 de junho de 2020.

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Como incluir um aluno que desafia a escola: a importância do uso de recursos didáticos no processo de ensino-aprendizagem.

Levando-se em consideração ensino e aprendizagem para as pessoas com deficiências, o uso de recursos didáticos se torna imprescindível. Sejam quais forem às técnicas ou métodos utilizados, sempre irão auxiliar o aluno a realizar sua aprendizagem mais eficientemente para facilitar o processo ensino-aprendizagem. 

Dessa forma, essa publicação tem como finalidade apresentar um recurso a ser trabalhado, somando-se ao principio de inclusão entre alunos ditos normais e os alunos com deficiências. 

Por conseguinte, o educador pode se dispor de incontáveis recursos, nessa visão ampla de recursos, recomendo a estratégia das atividades lúdicas como recurso didático para os deficientes, pois, as atividades lúdicas possibilitam que seus aspectos sejam estimulados e desenvolvidos. Tendo em vista os aspectos observados, deixo uma das inúmeras sugestões de atividades: 

Criação de brinquedos com materiais recicláveis: A confecção de brinquedos estimula no aluno o desenvolvimento dos aspectos sociais, dentre eles a criatividade, autonomia e a socialização. Estas atividades quando realizadas em grupo, proporcionam respeito aos colegas e uso dos espaços. Ao criar atividades para alunos com deficiências, todo procedimento deve ser pensado; seus  níveis de estímulo e complexidade. Na sala de aula, fatores como a lateralidade, organização e noção espacial; devem ser trabalhadas em prol de alunos com deficiências psicomotoras por exemplo. Quando estes têm alguma dificuldade ou comprometimento, esta atividade não será restrita, contudo, de alguma forma o aluno terá a possibilidade de conseguir ou alcançar alguns dos benefícios sendo um deles o reconhecimento da importância de reciclar.

Abaixo indico um vídeo com dicas de brinquedos reciclados:

  https://www.youtube.com/watch?v=3BZJJrMr6I4

Referências:
Manzini, José. Santos, Maria. Recursos pedagógicos adaptados. portalmec.gov.br, 2002, p. 54. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/rec_adaptados.pdf  . Acesso em: 25 de maio de 2020.

                                       


quinta-feira, 21 de maio de 2020

Deficiência: uma característica da pessoa ou da sociedade?

                          
  
Já tiraram poucos minutos do seu dia para apreciar bons curtas-metragens? 
Se ainda não, recomendo que assistam o curta-metragem de animação da Espanha: Cuerdas (Cordas), que foi escrito e dirigido por Pedro Solís García em (2014). Sua classificação indicativa é livre. Nessa versão, o áudio está em português. 

O curta, narra a amizade entre Maria e Nícolas, seu novo colega de classe, que sofre de paralisia cerebral. A menina ao ver algumas das impossibilidades do amigo, não desiste e faz de tudo para que ele se divirta e consiga brincar. Ela recria os jogos e atividades, celebrando a vida do colega, aprende ao passo que ensina e emociona a todos, inclusive os espectadores. 

Conceituando deficiência: São perdas ou anormalidades de estruturas ou funções psicológicas, fisiológicas ou anatômicas, que podem ser de teor temporário ou permanente. Rodrigues Leite apresenta que os conceitos de deficiências em geral são baseados em crenças, com forte componente cultural que, passadas às gerações, são desprovidas de descrição e nem sempre estão sujeitos às definições. 

A definição, por sua vez, pretende descrever o fenômeno, estabelecendo relações entre as condições antecedentes (o que causa) e os desempenhos observados. Pessoas cujo conceito sobre a deficiência intelectual é pautado nas limitações, por exemplo, podem ter suas crenças baseadas em modelos de definições que descrevem a deficiência a partir do que a pessoa provavelmente não será capaz de fazer (RODRIGUES; LEITE, 2010).
                          
                        Para refletir...Aliás, qual é a sua deficiência?

Esse post foi desenvolvido pelas alunas: Júlia Ogrizio, Andréia Araújo, Geovana Santos, Gislaine Almeida, Laysa Marques e Paloma Vacis, estudantes do curso de pedagogia da Faculdade de Ribeirão Preto.

Referências:
Amiralian, Maria. et al. Revista de Saúde Pública: Conceituando deficiência, p. 93 a p.103. scielosp.org, 2003. Disponível em: https://www.scielosp.org/pdf/rsp/2000.v34n1/97-103/pt. Acesso em: 21 de maio de 2020.

Práticas avaliativas numa perspectiva inclusiva: avaliações pertinentes a serem desenvolvidas.

   Em aspectos avaliativos e inclusivos, vale fazer menção dos tipos de avaliações pertinentes a serem desenvolvidas no âmbito escolar. Visa...